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Drosofilídeos (Diptera) associados a flores de espécies dos gêneros Cestrum e Sessea (Solanaceae) na reserva biológica do Instituto de Botânica, São Paulo, SP (1998)

  • Authors:
  • Autor USP: SANTOS, RITA DE CASSIA OLIVEIRA DOS - IB
  • Unidade: IB
  • Sigla do Departamento: BIZ
  • Assunto: DIPTERA
  • Language: Português
  • Abstract: As espécies de Drosophila do grupo flavopilosa são endêmicas da região Neotropical e passam o estágio larval em flores do gênero Cestrum. Objetivando verificar o grau de especificidade destas moscas com relação às suas plantas hospedeiras, na Reserva Biológica do Instituto de Botânica, no município de São Paulo, três espécies do gênero Cestrum (C. amictum, C. schlechtendalii e C. sendtnerianum) e uma do gênero Sessea (S. brasiliensis Toledo), ambos pertencentes à família Solanaceae, foram monitoradas com relação à floração, de julho de 1993 a junho de 1995. Durante o monitoramento foram coletadas 18.255 flores das três espécies de Cestrum e 15.700 da espécie de Sessea. Das flores coletadas emergiram 12.290 drosofilídeos pertencentes a quatro gêneros: Cladochaeta (um macho), Drosophila, Scaptomyza (uma fêmea) e Zygothrica, além de outros insetos pertencentes a nove famílias de Diptera (516) e a três de microimenópteros parasotóides (1703). Cestrum amictum, C. sendtnerianum e Sessea brasiliensis foram registrados, pela primeira vez, como sítios de desenvolvimento larval para as espécies de Drosophila do grupo flavopilosa. Dentre os drosofilídeos emergidos das flores, o gênero Drosophila apresentou o maior número de indivíduos (11040), com pelo menos treze espécies, das quais cinco (11021 indivíduos) pertencem ao grupo flavopilosa: D. cestri, D. cordeiroi, D. hollisae, D. incompta e D. mariaehelenae. No gênero Zygothrica, o segundo mais abundante (1248 espécimens), foramidentificadas quatro espécies: Z. dispar, Z. vittimaculosa, Z. aff. vittinotialis e Z. vittinubila. Dentre as espécies do grupo flavopilosa, Drosophila incompta comportou-se como a espécie mais generalista, pois emergiu, sempre em alta freqüência, de flores das três espécies de Cestrum e de Sessea brasiliensis coletadas na área da reserva. D. cordeiroi foi obtida em três dos recursos (Cestrum schlechetendalii, C. sendtnerianum e Sessea ) brasiliensis). D. cestri e D. hollisae emergiram apenas de dois (Cestrum sendtnerianum e Sessea brasiliensis; Cestrum schlechtendalii e C. sendtnerianum, respectivamente). Embora D. mariaehelenae tenha emergido das quatro espécies de plantas coletadas, porém com freqüências muitos variadas entre os recursos analisados, os valores de amplitude nicho para esta espécie permitem classificá-la como a mais especialista do grupo flavopilosa para a área em questão. D. fragilis, espécie do grupo tripunctata previamente conhecida apenas do México ao Panamá foi registrada pela primeira vez para a América do Sul. A referida espécie emergiu de flores coletadas vivas de Acnistus arborescens (Solanaceae) e de Cestrum sendtnerianum, na cidade de São Paulo
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 06.02.1998

  • How to cite
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    • ABNT

      SANTOS, Rita de Cassia Oliveira dos; VILELA, Carlos Ribeiro. Drosofilídeos (Diptera) associados a flores de espécies dos gêneros Cestrum e Sessea (Solanaceae) na reserva biológica do Instituto de Botânica, São Paulo, SP. 1998.Universidade de São Paulo, São Paulo, 1998.
    • APA

      Santos, R. de C. O. dos, & Vilela, C. R. (1998). Drosofilídeos (Diptera) associados a flores de espécies dos gêneros Cestrum e Sessea (Solanaceae) na reserva biológica do Instituto de Botânica, São Paulo, SP. Universidade de São Paulo, São Paulo.
    • NLM

      Santos R de CO dos, Vilela CR. Drosofilídeos (Diptera) associados a flores de espécies dos gêneros Cestrum e Sessea (Solanaceae) na reserva biológica do Instituto de Botânica, São Paulo, SP. 1998 ;
    • Vancouver

      Santos R de CO dos, Vilela CR. Drosofilídeos (Diptera) associados a flores de espécies dos gêneros Cestrum e Sessea (Solanaceae) na reserva biológica do Instituto de Botânica, São Paulo, SP. 1998 ;

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