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Vasotocina e cistina-naftilamidase do plasma e balanço hidromineral no plasma e na bile vesicular da serpente Bothrops jararaca Wied, 1824 (1998)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: SILVEIRA, PAULO FLAVIO - IB
  • Unidades: IB
  • Sigla do Departamento: BIF
  • Subjects: FISIOLOGIA ANIMAL
  • Language: Português
  • Abstract: Concentrações osmótica e dos principais eletrólitos do plasma e da bile vesicular, e a proteína, a vasotocina e as atividades cistina-naftilamidase e vasotocinase do plasma foram medidas em serpentes Bothrops jararaca sob hidratação normal, com ou sem a administração crônica de vasotocina, ou submetidas cronicamente à privação de água, ou às sobrecargas de água ou sal, ou à sobrecarga aguda de sal, tratamentos que foram efetivos como desafios ao balanço hidromineral. Foram ainda realizadas medidas do fluxo de água in vitro através da vesícula biliar isolada de animais normalmente hidratados e também examinados os aspectos macro e microscópicos básicos deste órgão. Os desafios ao balanço hidromineral não foram condições tão perturbadoras, indicando uma elevada capacidade desta espécie para suportar uma prolongada inanição e para sobreviver em ambiente árido. Além disto, apesar da grande tolerância a uma elevada concentração de sódio do plasma, a serpente não tolerou a sobrecarga salina por mais de uma semana, provavelmente porque não pode formar urina hiperosmótica em relação ao plasma. Os teores de cálcio do plasma e de magnésio e potássio da bile não foram afetados pelos tratamentos. No plasma, as alterações da osmolalidade resultaram principalmente de alterações no mesmo sentido das concentrações de sódio e cloreto. As concentrações de potássio, magnésio e cálcio foram maiores e a do cloreto menor na bile que no plasma em todos os tratamentos. Esteresultado e a detecção de fluxo de água através da vesícula biliar isolada in vitro evidenciaram a capacidade concentradora deste órgão. As alterações nas concentrações osmótica e dos eletrólitos tiveram sentidos paralelos na bile e no plasma em todos os desafios, mas não sob a administração da vasotocina, sugerindo a ausência de influência da capacidade concentradora da vesícula sobre o balanço hidromineral total da serpente. O teor protéico e a osmolalidade do ) plasma foram similares entre machos e fêmeas em todos os tratamentos, mostrando a grande capacidade desta serpente para manter o balanço de fluido entre os compartimentos vascular e extra-vascular. A osmolalidade do plasma aumentou nos animais privados de água e sobrecarregados de sal e diminuiu nos sobrecarregados de água, relativamente aos animais normalmente hidratados ou injetados com vasotocina. A cistina-naftilamidase diferiu quantitativamente entre machos e fêmeas e, em relação aso animais sobrecarregados de água, foi maior nas fêmeas sobrecarregadas de sal e nos machos e fêmeas injetados com vasotocina. Uma regressão linear positiva entre a osmolalidade do plasma e a cistina-naftilamidase foi obtida para as serpentes fêmeas. Picos de HPLC correspondentes à vasotocina foram obtidos de extratos do plasma em Sep-Pak C18 e identificados pelo radioimunoensaio e análise de aminoácidos. O uso doi EDTA, em relação ao uso da heparina como anticoagulante, aumentou a recuperação davasotocina no extrato, possivelmente devido ao seu efeito inibidor da atividade enzimática. O radioimunoensaio detectou uma redução no conteúdo da vasotocina em função do tempo de incubação deste peptídeo adicionado ao plasma heparinizado, sendo que a presença da cistina-naftilamidase indicouo que esta destruição da vasotocina foi devida à hidrólise por uma atividade similar à cistina-aminopeptidase. Os níveis da vasotocina do plasma apresentaram uma inesperada dispersão e uma ausência de correlação com a osmolalidade do plasma. A vasotocina mensurável num maior número de serpentes e associada aos níveis mais baixos de cistina-naftilamidase na sobrecarga aguda que na sobrecarga crônica de sal, foram resultados sugestivos do envolvimento desta atividade enzimática na regulação de longo prazo do sistema de vasotocina nesta serpente. O fluxo isosmótico líquido de solução no sentido mucoso-seroso através da vesícula isolada ) in vitro (epitélio pseudo-estratificado) evidenciou a ocorrência de absorção de água, a qual pareceu influenciada pelo estiramento e foi dependente do transporte ativo, mas apenas parcialmente do sódio. A vasotocina, nas doses administradas, resultou em diminuição do sódio do plasma e seu aumento na bile, mas não teve efeito sobre o fluxo isosmótico de água mucoso-seroso através da vesícula isolada in vitro, sugerindo que a influência da vasotocina sobre o balanço de sódio da bile vesicular in vivo deve decorrer de sua atuação emsítio extra-vesiculares
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 18.03.1998

  • How to cite
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    • ABNT

      SILVEIRA, Paulo Flávio; MIMURA, Olga Martins. Vasotocina e cistina-naftilamidase do plasma e balanço hidromineral no plasma e na bile vesicular da serpente Bothrops jararaca Wied, 1824. 1998.Universidade de São Paulo, São Paulo, 1998.
    • APA

      Silveira, P. F., & Mimura, O. M. (1998). Vasotocina e cistina-naftilamidase do plasma e balanço hidromineral no plasma e na bile vesicular da serpente Bothrops jararaca Wied, 1824. Universidade de São Paulo, São Paulo.
    • NLM

      Silveira PF, Mimura OM. Vasotocina e cistina-naftilamidase do plasma e balanço hidromineral no plasma e na bile vesicular da serpente Bothrops jararaca Wied, 1824. 1998 ;
    • Vancouver

      Silveira PF, Mimura OM. Vasotocina e cistina-naftilamidase do plasma e balanço hidromineral no plasma e na bile vesicular da serpente Bothrops jararaca Wied, 1824. 1998 ;

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