Exportar registro bibliográfico

Estudo ultra-estrutural da espermiogênese dicotômica de Alabama argillacea Hubner, 1818 (1998)

  • Authors:
  • Autor USP: MEDEIROS, MARÍLIA - IB
  • Unidade: IB
  • Sigla do Departamento: BIO
  • Assunto: BIOLOGIA ANIMAL
  • Language: Português
  • Abstract: A mariposa noctuídea Alabama argillacea, praga de algodoeiros, foi criada em laboratório por cinco meses consecutivos. Durante este período, foi possível acompanhar os estágios do seu ciclo biológico por várias gerações sucessivas. Testículos de lagartas de último estádio e de indivíduos dos estágios subseqüentes, bem como ductos genitais (vesícula seminal e duplex) de imago macho foram preparados para MET e MEV. No presente trabalho, descrevemos a ultra-estrutura da espermiogênese dicotômica de A. argillacea, bem como as modificações sofridas pelos espermatozóides na vesícula seminal e no ducto ejaculador duplo. São também descritos os tipos de junções que ocorrem entre as células do envelope cístico, entre estas e as espermátides, e entre as espermátides. Para melhor compreensão da seqüência de eventos característicos da espermiogênese apirene e euripene de Alabama, nós as dividimos em 6 e 10 estágios, respectivamente. Os seis estágios da espermiogênese apirene estão relacionados com os seguintes eventos básicos: a) o deslocamento dos micronúcleos ao longo do flagelo; b) a fusão do material nuclear com o citoplasma e a eliminação conjunta na extremidade posterior dos flagelos; c) a formação e a diferenciação de um capuz denso na extremidade anterior da espermátide, ocupada pelo corpúsculo basal; d) a invaginação gradual da extremidade anterior das espermátides no citoplasma da célula cística apical; e) a formação de um complexo mitocondrial("nebenkern") e sua diferenciação, no flagelo, em dois longos derivados mitocondriais justapostos e com forma, volume, extensão e estrutura muito similares; f) a cristalização de parte da matriz mitocondrial nos dois derivados; g) a modificação do padrão dos túbulos do axonema do flagelo de "9 + 2" para "9 + 9 + 2"; durante esta fase, ocorre gradual deposição de material denso no lúmen dos microtúbulos acessórios, dos subtúbulos B das duplas periféricas e dos túbulos ) centrais. Tratamento com E-PTA mostrou que o lúmen dos microtúbulos acessórios e as regiões paracristalinas da matriz dos derivados mitocondriais de espermatozóides apirenes contêm proteínas básicas. A morfologia do espermatozóide apirene foi analisada através de cortes ultra-finos e de criofraturas para microscopia eletrônica de varredura. Tanto a subestrutura do axonema de espermatozóides apirenes, quanto a dos eupirenes, somente pode ser detalhadamente analisada e descrita com o método de Dallai & Afzelius (1990). A descrição dos eventos morfológicos característicos da espermiogênese eupirene levou em consideração os seguintes aspectos: a) a formação do acrosoma tubular, as transformações nucleares e o alongamento da cabeça das espermátides; b) a formação do complexo mitocondrial ("nebenkern") e sua diferenciação em dois derivados mitocondriais com forma, volume, extensão e estruturas bem diferentes; c) a transformação do axonema durante o alongamento flagelar; d) o aparecimento, em temposdiferentes, do apêndice reticular e dos apêndices laciniados na periferia das espermátides. A fixação com E-PTA mostrou que, nos flagelos, somente o apêndice reticular reage positivamente, indicando sua natureza proteíca de caráter básico. Cortes ultra-finos contrastados de acordo com Afzelius (1992) mostraram a presença de polissacarídeo (glicogênio) no lúmen dos microtúbulos acessórios. Os feixes euripenes intratesticulares são ca. de 4 a 5 vezes maiores que os apirenes. As cabeças dos espermatozóides euripenes são curtas e retas, em comparação com as suas longas caudas helicoidais. As imagens de criofratura de testículo de imago para MEV confirmaram os resultados obtidos em cortes finos sobre o número de espermatozóides por cisto (ca. de 256) e a disposição dos flagelos nos cistos euripenes e nos apirenes. Também são descritas, em cortes finos e criofraturas para MEV, as modificações ultra-estruturais ) ocorridas na superfície dos espermatozóides euripenes e apirenes durante seu trajeto na vesícula seminal e no duplex. Cortes finos destes órgãos, fixados de acordo com o método de Dallai & Afzelius (1990), mostraram com mais detalhes a subestrutura das capas estriadas dos dois tipos de espermatozóide, bem como a subestrutura da massa densa interna e do apêndice reticular dos espermatozóides euripenes. Vários tipos de junções ("desmosoma", "zonula adherens", junção septada e do tipo "gap") foram observados entre as células do envelope de cistos apirenes eeuripenes. Notaram-se, também, uniões semelhantes às septadas existentes nos envelopes císticos entre espermátides apirenes muito jovens. As junções do tipo "gap" são menos freqüentes, mas igualmente são vistas entre espermátides e células císticas. Discute-se a participação dos diversos tipos de junções na formação da chamada "barreira hemato-testicular"
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 10.12.1998

  • How to cite
    A citação é gerada automaticamente e pode não estar totalmente de acordo com as normas

    • ABNT

      MEDEIROS, Marília; SILVEIRA, Marina. Estudo ultra-estrutural da espermiogênese dicotômica de Alabama argillacea Hubner, 1818. 1998.Universidade de São Paulo, São Paulo, 1998.
    • APA

      Medeiros, M., & Silveira, M. (1998). Estudo ultra-estrutural da espermiogênese dicotômica de Alabama argillacea Hubner, 1818. Universidade de São Paulo, São Paulo.
    • NLM

      Medeiros M, Silveira M. Estudo ultra-estrutural da espermiogênese dicotômica de Alabama argillacea Hubner, 1818. 1998 ;
    • Vancouver

      Medeiros M, Silveira M. Estudo ultra-estrutural da espermiogênese dicotômica de Alabama argillacea Hubner, 1818. 1998 ;

    Últimas obras dos mesmos autores vinculados com a USP cadastradas na BDPI:

    Digital Library of Intellectual Production of Universidade de São Paulo     2012 - 2021