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Estudo por microscopia eletrônica de transmissão e de varredura do microturbelário de água doce Stenostomum grande (Plathelminthes, Catenulida), com vistas ao processo de paratomia (1997)

  • Authors:
  • Autor USP: ANTONIAZZI, MARTA MARIA - IB
  • Unidade: IB
  • Sigla do Departamento: BIO
  • Assunto: MORFOLOGIA (ANATOMIA)
  • Language: Português
  • Abstract: próximos ao gânglio nervoso e multiplicam-se por mitose; em seguida migram e diferenciam-se nos vários órgãos; as mitoses são atípicas, com a formação de uma massa de material cromossômico cercada de fragmentos do retículo endoplasmático; os neoblastos podem ter apenas um par, ou grupos de vários centríolos nos pólos do fuso; as células portadoras de múltiplos centríolos são identificadas como células formadoras de epitélios ciliados; os fenômenos regenerativos da gastroderme envolvem, além de divisões mitóticas de neoblastos, uma desdiferenciação de células fagocíticas, seguida de re-diferenciação; esta constatação baseia-se na reação à fosfatase ácida e na co-existência de células íntegras e degeneradas lado a lado nesse epitélio. A seqüência observada na formação de um plano de fissão foi assim definida: 1. surgimento de uma constricção interna no tubo digestivo; 2. formação da boca ventral ) e do par de fossetas, incipientes. Simultaneament, formação do gânglio nervoso, em contato com protonefrídeo; desenvolvimento das placas sensoriais que enervam as fossetas; desenvolvimento da faringe a partir de um agrupamento de neoblastos, junto à gastroderme, culminando com o surgimento de uma cavidade ciliada interna; formação progressiva de um sulco (plano de fissão) e crescimento do prostômio do novo zoóide; conexão da invaginação da boca com a faringe recém-formada; contrações da musculatura do corpo que resultam na separação dos indivíduos. Nossasobservações permitem concluir que o modo reprodutivo por paratomia (assexuado) do S. grande prevalece sobre o modo sexuado; não identificamos órgão reprodutivos nesta espécie, masculinos ou femininos; a reprodução sexuada entretanto existe e foi descrita entre nós por MARCUS (1945a). A paratomia é portanto, um meio altamente eficaz para multiplicação de indivíduos. Os mecanismos envolvidos na paratomia, assemelham-se do ponto de vista da biologia celular, à regeneração de outros turbelários; em ambos os processos há participação de células totipotentes que se multiplicam, formam um blastema e geram um organismo novo, ou a parte faltante de um indivíduoPropusemo-nos a estudar o processo de reprodução assexuada denominado paratomia, do catenulida Stenostomum grande, turbelário de vida livre que apresenta muitas características consideradas "primitivas" do ponto de vista evolutivo. A abordagem deste assunto pressupunha o conhecimento do animal normal, e a identificação dos tecidos em neo-formação; assim, foi inicialmente necessário procedermos ao estudo de sua ultra-estrutura, ainda incompletamente descrita, procurando-se em seguida, caracterizar as fases de formação dos zoóides. A observação dos espécimens vivos sob uma lupa esteresoscópica, permitiu-nos seqüenciar as etapas do desenvolvimento dos zoóides e, através da microscopia eletrônica de transmissão e de varredura, pudemos caracterizar os vários órgãos e tecidos constituintes. As observações foram complementadas com cortes semifinos usando microscopia de luz, e citoquímica par fosfatase ácida. Quanto à ultra-estrutura normal, pudemos demonstrar vários aspectos novos para S. grande, ou que, em certos casos, haviam sido descritos de modo controvertido por outros autores. Assim é que: verificamos a presença de uma lâmina basal nítida sob o epitélio externo; essa lâmina basal acompanha o perfil das fibras musculares subjacentes; no epitélio externo identificamos os assim chamados "pseudo-rabditos" como sendo epiteliosomos, de natureza mucoide, destituídos de membrana própria; descrevemos a natureza sensorial das células que contêm os "corpúsculosrefrativos", identificadas pela presença de neurosecreção; verificamos que os órgãos descritos como fossetas "ciliadas" são efetivamente revestidas por microvilosidades, e não contêm cílios; na periferia destes órgãos ocorrem de modo esparso, algumas terminações sensoriais com cílios atípicos; verificamos a existência de células fagocitárias no parênquima, as quais mostram reação positiva à fosfatase ácida; o parênquima desta espécie, como em outros Stenostomidae ) tem natureza esvaziada, na forma de um pseudoceloma. Aí se encontram apenas fibras musculares radiais, células embrionárias totipotentes e algumas células glandulares; o espaço é amplo, quando visto em preparações de criofratura no microscópio de varredura. Na paratomia, uma sucessão de divisões não sincronizadas, por fissão do organismo, leva à formação de uma cadeia de zoóides em estágios distintos de desenvolvimento; os zoóides somente se destacam após sua individualização completa. Pudemos identificar a origem e a participação das células embrionárias que resultam na formação do novo zoóide. Esta seqüência fôra sugerida por autores como C.M. CHILD (1903) e E. MARCUS (1945), a partir de observações in vivo da mesma espécie; porém, não encontramos registro de nenhum outro estudo, seja usando métodos histológicos ou ultra-estruturais: pudemos identificar os neoblastos de S. grande como células pequenas, indiferenciadas, de relação núcleo/citoplasmática alta, e ricas em ribossomas; os neoblastos agrupam-se
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 16.04.1997

  • How to cite
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    • ABNT

      ANTONIAZZI, Marta Maria; SILVEIRA, Marina. Estudo por microscopia eletrônica de transmissão e de varredura do microturbelário de água doce Stenostomum grande (Plathelminthes, Catenulida), com vistas ao processo de paratomia. 1997.Universidade de São Paulo, São Paulo, 1997.
    • APA

      Antoniazzi, M. M., & Silveira, M. (1997). Estudo por microscopia eletrônica de transmissão e de varredura do microturbelário de água doce Stenostomum grande (Plathelminthes, Catenulida), com vistas ao processo de paratomia. Universidade de São Paulo, São Paulo.
    • NLM

      Antoniazzi MM, Silveira M. Estudo por microscopia eletrônica de transmissão e de varredura do microturbelário de água doce Stenostomum grande (Plathelminthes, Catenulida), com vistas ao processo de paratomia. 1997 ;
    • Vancouver

      Antoniazzi MM, Silveira M. Estudo por microscopia eletrônica de transmissão e de varredura do microturbelário de água doce Stenostomum grande (Plathelminthes, Catenulida), com vistas ao processo de paratomia. 1997 ;


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