Participação do núcleo mediano da rafe na modulação de respostas comportamentais, viscerais, endócrinas e imunológicas, frente a estímulos aversivos (1997)
- Authors:
- Autor USP: ANDRADE, TELMA GONÇALVES CARNEIRO SPERA DE - FFCLRP
- Unidade: FFCLRP
- Sigla do Departamento: 594
- DOI: 10.11606/T.59.1997.tde-03032026-094200
- Subjects: PSICOBIOLOGIA; ESTRESSE; ANSIEDADE; MODELOS ANIMAIS; HIPOCAMPO; MESENCÉFALO
- Language: Português
- Abstract: A partir do conhecimento sobre a importância do núcleo mediano da rafe, como uma das principais fontes de projeção serotonérgica ascendente e seu provável envolvimento na mediação de respostas neuro-endócrinas, propusemo-nos investigar o papel desse núcleo no estresse e na ansiedade. Procuramos, então, após lesão eletrolítica e neurotóxica, do NMR, sendo esta última, seletiva para corpos celulares de neurônios serotonérgicos, avaliar o comportamento de ratos lesados e de "falso-operados" em dois modelos animais de ansiedade: o labirinto em cruz elevado e o claro-escuro. Realizamos, também, a dosagem de serotonina e de seu metabólito (5-HlAA) no hipocampo e estriado com o objetivo de avaliar o grau de lesão estabelecido. Além disso, investigamos se houve alteração hormonal, de corticosterona e de prolactina, nas situações estudadas, já que projeções serotonérgicas, oriundas no NMR, parecem também modular núcleos hipotalâmicos relacionados com a secreção dos hormônios do estresse. Foi de nosso interesse também verificar se o estresse da imobilização alterava as respostas obtidas nos animais íntegros e nos lesados. Ainda assim, já que o estresse tem sido descrito como um dos fatores etiológicos de úlceras gástricas e de algumas doenças causadas pela imunodeficiência, e, considerando, também o fato de que o NMR tem sido arrolado como uma estrutura angular na resposta de adaptação ao estresse, avaliamos a mucosa gástrica, e a resposta linfocitária in vitro, além de outras variáveis fisiológicas, tais como, peso corporal, letalidade e peso de algumas estruturas relacionadas com a resposta ao estresse (adrenais), com o sistema imunológico (timo, baço) e com a funcionalidade do sistema endócrino (testículos e epidídimos). Os resultados mostraram uma drástica redução na concentração de serotonina hipocampal decorrente da lesão eletrolíticae uma redução mais discreta subseqüente à lesão neurotóxica. Verificamos efeito ansiolítico decorrente da lesão eletrolítica no LCE e no claro-escuro, com e sem associação de imobilização. A lesão neurotóxica foi responsável por efeito ansiogênico no LCE. Entretanto, quando se associou a imobilização a esse tipo de lesão, o resultado foi ansiolítico nos dois testes de ansiedade. Constatamos, também, um quadro de quedas e/ou saltos do LCE na avaliação aguda da lesão eletrolítica e na avaliação crônica quando se associou a imobilização. Os dois tipos de lesão causaram úlceras gástricas. Entretanto a maior gravidade foi observada como conseqüência da lesão eletrolítica, expressa através de outras evidências, a saber, hemorragia, hiperemia e manchas na mucosa. A imunosupressão foi constatada após lesão eletrolítica aguda que correspondeu a um aumento significativo de corticosterona e diminuição de prolactina. Observamos, também, aumento da corticosterona decorrente da interação entre lesão do NMR (eletrolítica e neurotóxica) e imobilização, mas não verificamos alterações nos níveis de prolactina. Tais evidências indicam que o núcleo mediano da rafe tem participação nos processos de resistência ao estresse. A má funcionalidade dessa estrutura propiciou um quadro de desinibição comportamental, e, paralelamente, respostas orgânicas típicas do estresse, tais como, úlceras gástricas, perda de peso corporal, supressão da resposta imunológica, aumento de corticosterona e até mesmo óbitos, principalmente quando se associou a imobilização. Provavelmente os animais submetidos a esse tipo de lesão perdem a capacidade de enfrentar eventos aversivos, deixando de apresentar os comportamentos naturais de avaliação de risco, e, além disso, passam a desenvolver processos mórbidos em seus organismos. A integridade desse núcleo mesencefálicoimplica manutenção do equilíbrio orgânico, através de processos adaptativos registrados na memória hipocampal que preservarão os indivíduos dos mais variados estímulos ambientais
- Imprenta:
- Publisher place: Ribeirão Preto
- Date published: 1997
- Data da defesa: 19.09.1997
- Este artigo NÃO possui versão em acesso aberto
-
Status: Nenhuma versão em acesso aberto identificada -
ABNT
ANDRADE, Telma Gonçalves Carneiro Spera de. Participação do núcleo mediano da rafe na modulação de respostas comportamentais, viscerais, endócrinas e imunológicas, frente a estímulos aversivos. 1997. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 1997. Disponível em: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59134/tde-03032026-094200/. Acesso em: 14 mar. 2026. -
APA
Andrade, T. G. C. S. de. (1997). Participação do núcleo mediano da rafe na modulação de respostas comportamentais, viscerais, endócrinas e imunológicas, frente a estímulos aversivos (Tese (Doutorado). Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto. Recuperado de https://teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59134/tde-03032026-094200/ -
NLM
Andrade TGCS de. Participação do núcleo mediano da rafe na modulação de respostas comportamentais, viscerais, endócrinas e imunológicas, frente a estímulos aversivos [Internet]. 1997 ;[citado 2026 mar. 14 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59134/tde-03032026-094200/ -
Vancouver
Andrade TGCS de. Participação do núcleo mediano da rafe na modulação de respostas comportamentais, viscerais, endócrinas e imunológicas, frente a estímulos aversivos [Internet]. 1997 ;[citado 2026 mar. 14 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59134/tde-03032026-094200/
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