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Madeira e seu emprego na arte africana: um exercício de interpretação a partir da estatuária tradicional bantu (1997)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: SALUM, MARTA HELOISA LEUBA - FFLCH
  • Unidades: FFLCH
  • Sigla do Departamento: FLA
  • Subjects: ARTE PRIMITIVA; ANTROPOLOGIA CULTURAL E SOCIAL; ETNOGRAFIA
  • Language: Português
  • Abstract: Este trabalho centra-se na estatuária tradicional produzida em grupos étnicos que integram a área lingüística bantu, originárias de grandes reinos do século XVI na África central. Está baseado nos estudos anatômicos da madeira realizados por Roger Dechamps em peças procedentes do sul do Zaire do acervo do Musée Royal de l'Afrique Central. Apresentamos, ao lado de estátuas dp MRAC, similares conservados em coleções de museu no Brasil, e no Musée de l'Université Catholique de Louvain. É bastante difundida a idéia de que o emprego de certas madeiras na arte africana deve-se a uma eficácia simbólica, mas não encontramos um trabalho específico do assunto na Antropologia. Nosso objetivo é investigar o fundamento disso, e exercitando uma interpretação comparativa da estatuária regional, discutir a influência de alguns pensamentos estético-etnológicos na abordagem, classificação e conceituação dessas peças, hoje em coleção. Na primeira parte do trabalho argumentamos sobre o enfoque etnológico do objetivo do museu e o enfoque etnológico do objeto contexto cultural e a importância etnológica da identificação da madeira empregada na arte, discutindo o enfoque da etnografia colonial e história das religiões sobre árvores, enquanto fonte da madeira. Na segunda parte, apresentamos discussão da documentação etnográfica e etnológica sobre as sociedades do Zaire, constratando fatores culturais, históricos e ambientais com os da produção estética tradicional. Na terceira parte,analisamos a documentação, enfocando, de um lado, uma produção estatuária específica, e que nos remete a aspectos culturais brasileiros, de outro lado, tentamos estabelecer correspondência entre aspectos vegetais de árvores, tecnológicos de madeiras, e simbólicos/funcionais de formas antropormóficas. Concluímos que algumas peças ou grupos de mesma procedência étnica de peças eram realizadas em madeira de árvores consagradas sob certas condições dentro ) e/ou fora do grupo de origem. Concluímos também que, por isso, essa estatuária pode ser tida como símbolo de integração homem-coletividade-meio ambiente, espelhando a importância fundamental do território nas estruturas sócio-políticas tradicionais desses grupos. Concluímos finalmente que o enfoque da madeira pode revelar das peças em coleção um dos testemunhos de identidade sócio-cultural e tecnológico-ambiental
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 06.02.1997

  • How to cite
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    • ABNT

      SALUM, Marta Heloísa Leuba; MUNANGA, Kabengele. Madeira e seu emprego na arte africana: um exercício de interpretação a partir da estatuária tradicional bantu. 1997.Universidade de São Paulo, São Paulo, 1997.
    • APA

      Salum, M. H. L., & Munanga, K. (1997). Madeira e seu emprego na arte africana: um exercício de interpretação a partir da estatuária tradicional bantu. Universidade de São Paulo, São Paulo.
    • NLM

      Salum MHL, Munanga K. Madeira e seu emprego na arte africana: um exercício de interpretação a partir da estatuária tradicional bantu. 1997 ;
    • Vancouver

      Salum MHL, Munanga K. Madeira e seu emprego na arte africana: um exercício de interpretação a partir da estatuária tradicional bantu. 1997 ;


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