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Evolução geológica do Complexo Paraiba do Sul, no segmento central da Faixa Ribeira, com base em estudos de geoquímica e geocronologia u-'PB' (1996)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: VALLADARES, CLAUDIA SAYÃO - IGC
  • Unidades: IGC
  • Sigla do Departamento: GMG
  • Subjects: GEOQUÍMICA; GEOCRONOLOGIA
  • Language: Português
  • Abstract: Na Folha Volta Redonda 1:50.000, afloram duas seqüências de características genéticas distintas, que compreendem no âmbito do segmento central da Faixa Ribeira, o Domínio Tectônico do Sul (DTPS) ou Domínio Tectônico Superior: uma basal paleoproterozóica ortoderivada, composta por ortognaisses granodioríticos a graníticos, com enclaves de rochas máficas e de calciossilicáticas, denominada de Unidade Quirino; e outra metassedimentar, subdividida informalmente em Unidade Três Barras, formada por biotita-gnaisses com intercalações concordantes de lentes hololeucogranitos, e Unidade São João, constituída por metapelitos com lentes de rochas calciossilicáticas e mármores sacaroidais. As unidades metassedimentares compreendem o Grupo Paraíba do Sul. Intrudem a Unidade Quirino e o Grupo Paraíba do Sul duas suítes granitóides, geradas em épocas distintas em relação aos eventos metamórficos-deformacionais da orogênese Brasiliana: granitóides do Tipo S, que apresentam a foliação principal, e que são contemporâneos ao evento metamórfico principal de fácies anfibolito alto (M1), relacionado à deformação regional D1 + D2. Estes granitóides, denominadas de granitóides do tipo Rio Turvo, não apresentam nenhum corpo significativo na área mapeada; e granitóides com posicionamento posterior ao evento metamórfico-deformacional principal, que são contemporâneos ao segundo pulso metamórfico, também de fácies anfibolito alto (M2), relacionado à deformação D3. Desta última suíte, naárea em questão, ocorrem dois corpos significativos, designados de Getulândia e Fortaleza. A zona de cisalhamento Paraíba do Sul, uma megaestrutura relacionada à fase D3, subdivide o DTPSem dois subdomínios: um a NW (Domínio Paraíba Norte) e outro a SE (Domínio Paraíba Sul). A área mapeada insere-se neste último subdomínio. A Unidade Quirino, ocorre como extensos corpos de gnaisses homogêneos em fácies anfibolito alto, localmente migmáticos, com ) hornblenda e/ou biotita, perfazendo ca. de 50% da área mapeada. Regionalmente integram por volta de 70% em superfície do Domínio Tectônico Paraíba do Sul no segmento central da Faixa Ribeira. A Unidade Quirino foi gerada a 2185 '+ OU -' 8 Ma e 2169 '+ OU -' 3 Ma (dados U-Pb em zircão), e está temporariamente relacionada à evolução do ciclo Transamazônico. Estas idades, definidas por interceptos superiores de análises de zircões, foram obtidas nos ortognaisses Quirino a sul e a norte da Zona de Cisalhamento do Rio Paraíba do Sul, respectivamente. As idades mínimas de 2846 Ma e 2981 Ma, obtidas em zircões dos gnaisses granodioríticos da Unidade Quirino, aflorantes ao norte da Zona de Cisalhamento Paraíba do Sul, revelam a pré-existência de crosta arqueana como fonte de Pb para parte dos gnaisses investigados. As investigações geoquímicas realizadas nos ortognaisses Quirino, aflorantes ao sul da Zona de Cisalhamento Paraíba do Sul, levaram ao reconhecimento de duas seqüências calcioalcalinas: uma de médio a alto-K (formadapor gnaisses granodioríticos), e outra de alto-K, muito enriquecida em LILE (integrada por gnaisses graníticos). Estas duas seqüências podem ter sido geradas num mesmo evento colisional no Transamazônico. Os dados geoquímicos sugerem que seqüência calcioalcalina médio a alto-K representa os estágios iniciais da colisão, assemelhando-se a granitóides calcioalcalinos pré-colisionais. A seqüência calcioalcalina alto-K, poderia representar os estágios finais desta colisão, assemelhando-se a granitóides pós-colisionais, gerados sob a crosta espessada. As linhas de discórdia definidas pelas análises de zircão dos ortognaisses da Unidade Quirino geraram interceptos inferiores de 605 '+ OU -' 3 Ma e 571 '+ OU -' 3 Ma. Titanitas escuras dos ortognaisses granitóides forneceram idade máxima de crescimento deste mineral a 577 '+ OU -' 1 Ma. Titanitas dos leucossomas de rocha metamáfica ) relacionada à Unidade Quirinorevelam fusão parcial a 584 '+ OU -' 2 Ma. Estes dados indicam remobilização de rochas Unidade Quirino, durante a orogênese Brasiliana. Titanitas de rocha calciossilicática da Unidade São João forneceram idades 'Pb ANTPOT.207'/'Pb ANTPOT.206' mínimas de 590 Ma, datando o metamorfismo do Grupo Paraíba do Sul. O metamorfismo M1 ocorreu entre 590-570 Ma, com pico metamórfico entre 577 e 584 Ma. Dentro deste intervalo de tempo, a 570 '+ OU -' 2 Ma (dado U-Pb em monazita), ocorreu a intrusão do Granitóide sin-colisional Rio Turvo, inserido dentro do DomínioTectônico Juiz de Fora ou Domínio Tectônico Central da Faixa Ribeira, subjacente ao DTPS. O conjunto destes dados caracteriza, no tempo, o metamorfismo M1 regional da orogênese Brasiliana, no segmento central da Faixa Ribeira. Idades mais antigas (650 '+ OU -' 3 Ma) obtidas pelo intercepto inferior de zircões dos gnaisses graníticos, e de 604 '+ OU -' 1 Ma, obtida em um cristal equidimensional da mesma amostra, podem refletir o início das atividades metamórficas relacionadas aos estágios iniciais de cavalgamento durante a orogênese Brasiliana. Na unidade metassedimentar São João, no Domínio Paraíba Norte, ocorre um corpo de dimensões batolíticas, o Granito Taquaral, que tem posicionamento entre os eventos metamórficos regionais M1 e M2. O conjunto das idades 'Pb ANTPOT.207'/'Pb ANTPOT.206', obtidas em titanitas deste granito (553 Ma), em titanitas cor intermediária do gnaisse granítico da Unidade Quirino (563 Ma), e em titanitas do Granitóide Rio Turvo (551 Ma), indicam atividade metamórfica contínua entre os pulsos metamórficos principais ou, alternativamente rehomogeinização incompleta de titanitas mais antigas. Os dados U-Pb obtidos em monazita do Granito Getulândia (535 '+ OU -' 1 - 528 '+ OU -' 1 Ma), somados as investigações geoquímicas realizadas neste corpo e no Granito Fortaleza, datam o plutonismo ) calcioalcalino a álcali-cálcico tardi a pós-tectônico em relação a orogênese Brasiliana no segmento Central da Faixa Ribeira. A recristalização detitanitas nos ortognaisses da Unidade Quirino há 535 '+ OU -' 2 Ma e nos seus leucossomas há 535 '+ OU -' 2 Ma e 530 '+ OU -' 2 Ma, respectivamente, e o crescimento de titanitas em lente leucossomática destes ortognaisses (521 '+ OU -' 2 Ma), foram relacionadas ao segundo pulso metamórfico M2. Este metamorfismo pode ter atingido, pelo menos localmente, ao sul da Zona de Cisalhamento Paraíba do Sul, temperaturas de anatexia, já que as idades mínimas de formação de leucossomas nos gnaisses graníticos (530 '+ OU -' 2 Ma), são concomitantes com a intrusão do Granito Getulândia. A idade de 503 '+ OU -' 2 Ma em titanita do ortognaisse granítico é a mais nova obtida, refletindo a diminuição da atividade metamórfica, concordante com a idade 'Pb ANTPOT.207'/'Pb ANTPOT.206' em titanita do granito pós-tectônico Mangaratiba (492 '+ OU -' 11 Ma), no Complexo Costeiro. Estas idades foram relacionadas a estágios pós-metamórficos e pós-deformacionais no segmento central da Faixa Ribeira, durante a orogênese Brasiliana
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 19.08.1996
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    • ABNT

      VALLADARES, Claudia Sayao; FIGUEIREDO, Mário Cesar Heredia de; HEILBRON, Monica; TEIXEIRA, Wilson. Evolução geológica do Complexo Paraiba do Sul, no segmento central da Faixa Ribeira, com base em estudos de geoquímica e geocronologia u-'PB'. 1996.Universidade de São Paulo, São Paulo, 1996. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/44/44134/tde-08012016-145152/pt-br.php >.
    • APA

      Valladares, C. S., Figueiredo, M. C. H. de, Heilbron, M., & Teixeira, W. (1996). Evolução geológica do Complexo Paraiba do Sul, no segmento central da Faixa Ribeira, com base em estudos de geoquímica e geocronologia u-'PB'. Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/44/44134/tde-08012016-145152/pt-br.php
    • NLM

      Valladares CS, Figueiredo MCH de, Heilbron M, Teixeira W. Evolução geológica do Complexo Paraiba do Sul, no segmento central da Faixa Ribeira, com base em estudos de geoquímica e geocronologia u-'PB' [Internet]. 1996 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/44/44134/tde-08012016-145152/pt-br.php
    • Vancouver

      Valladares CS, Figueiredo MCH de, Heilbron M, Teixeira W. Evolução geológica do Complexo Paraiba do Sul, no segmento central da Faixa Ribeira, com base em estudos de geoquímica e geocronologia u-'PB' [Internet]. 1996 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/44/44134/tde-08012016-145152/pt-br.php

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