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Qualidade de vida das mulheres trabalhadoras das creches conveniadas do bairro Bela Vista do município de São Paulo (1995)

  • Authors:
  • USP affiliated author: PELICIONI, MARIA CECILIA FOCESI - FSP
  • School: FSP
  • Sigla do Departamento: HSP
  • DOI: 10.11606/T.6.2014.tde-17092014-145307
  • Subjects: SAÚDE PÚBLICA; SAÚDE OCUPACIONAL; CONDIÇÕES DE TRABALHO; CRECHES (RECURSOS HUMANOS); QUALIDADE DE VIDA
  • Keywords: Daycare Centers; Daycare Workers; Quality of Life; Trabalhadoras de Creches; Work Conditions
  • Language: Português
  • Abstract: Descreve alguns aspectos da qualidade de vida das mulheres trabalhadoras de creche com o objetivo de oferecer subsidios para a melhoria das condicoes de trabalho. Cento e cinquenta e quatro mulheres constituiram o universo da investigacao, funcionarias das 7 creches conveniadas do bairro bela vista com a prefeitura municipal de sao paulo, brasil. Foram realizadas entrevistas, utilizando um formulario em que se consideraram as seguintes variaveis: caracteristicas socio-demograficas, opinioes e habitos pessoais, condicoes de saude, acesso a servicos de saude, ocupacao, posse de bens de consumo e nivel socio-economico, vida profissional, condicoes e satisfacao com o trabalho, escolaridade e ocupacao dos maridos, dupla jornada, sindicalizacao, lazer, conhecimentos, atitudes e praticas no que diz respeito a direitos humanos. Os resultados desse survey mostram que a maioria das trabalhadoras de creche têm baixa escolaridade, isto é, 52,6 por cento frequentaram somente até o ginasial incompleto e 20,1 por cento têm o curso primário incompleto. Têm baixo nível sócio-econômico (classes D e E); 70 por cento têm filhos e 45 por cento são chefes de família. Estão na faixa etária de 18 a 61 anos. Em relação ao salário, 55 por cento recebem apenas de 2 a 3 salários mensais e 25 por cento de 3 a 4 salários. Com relação às moradias, apenas 35 por cento moram no centro da cidade, próximo ao local onde trabalham, as demais dependem de condução para o acesso; 35 porcento possuem casas próprias, 27 por cento moram em pequenos apartamentos e quitinetes e 13 por cento em cortiços. Para atendimento médico, 70 por cento procuram os hospitais localizados na região central por causa do atendimento imediato que oferecem. As Unidades Básicas de Saúde são utilizadas por 61 por cento das mulheres e os Pronto Socorros por 57 por cento . Só 21 por cento possuem convênio médico, principalmente porque os maridos têm direito. O tempo livre das entrevistadas é muito restrito, assim, suas atividades de lazer se resumem principalmente em ouvir rádio e assistir a TV. Com relação à leitura, as revistas foram citadas por mais da metade e os livros por 45 por cento , mas os jornais são lidos raramente. Nos finais de semana, a maioria usa o tempo livre para realizar serviços domésticos. Há muita rotatividade de funcionários nas creches, 49 por cento estão trabalhando há 2 anos ou menos e 24 por cento de 3 a 6 anos. Sessenta por cento trabalham na creche 8 horas/dia, com uma hora de almoço e, em casa, continuam com suas obrigações domésticas (dupla jornada). Quarenta e três por cento (43 por cento ) das mulheres mencionaram não ter feito nenhum curso, reciclagem ou treinamento depois que começaram a trabalhar. Das 944 crianças que frequentavam a creche por ocasião do estudo, só 20 por cento eram filhos dessas trabalhadoras. A opinião das entrevistadas em sua maioria é favorável à creche. Têm poucos conhecimentos em relação a seus direitos detrabalhadora, à aposentadoria, licenças, faltas e outros. Consideram que o Sindicato é importante na luta pelos interesses da categoria, mas a maioria não é associada e nem participa de reuniões ou outros eventos. Conhecem pouco sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente. Propuseram, visando a melhoria do trabalho na creche, a realização de cursos de capacitação, aquisição de alguns recursos materiais e humanos, trabalho com os funcionários para aperfeiçoar as relações interpessoais, mudanças no horário e melhor salário. É importante que as opiniões das trabalhadoras, expressas nesta pesquisa, sejam levadas em consideração para a melhoria das suas condições de trabalho.
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 23.02.1995
  • Online source accessDOI
    Informações sobre o DOI: 10.11606/T.6.2014.tde-17092014-145307 (Fonte: oaDOI API)
    • Este periódico é de acesso aberto
    • Este artigo é de acesso aberto
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    • Cor do Acesso Aberto: gold

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    • ABNT

      PELICIONI, Maria Cecília Focesi; CANDEIAS, Nelly Martins Ferreira. Qualidade de vida das mulheres trabalhadoras das creches conveniadas do bairro Bela Vista do município de São Paulo. 1995.Universidade de São Paulo, São Paulo, 1995. Disponível em: < https://teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6135/tde-17092014-145307/pt-br.php > DOI: 10.11606/T.6.2014.tde-17092014-145307.
    • APA

      Pelicioni, M. C. F., & Candeias, N. M. F. (1995). Qualidade de vida das mulheres trabalhadoras das creches conveniadas do bairro Bela Vista do município de São Paulo. Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6135/tde-17092014-145307/pt-br.php
    • NLM

      Pelicioni MCF, Candeias NMF. Qualidade de vida das mulheres trabalhadoras das creches conveniadas do bairro Bela Vista do município de São Paulo [Internet]. 1995 ;Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6135/tde-17092014-145307/pt-br.php
    • Vancouver

      Pelicioni MCF, Candeias NMF. Qualidade de vida das mulheres trabalhadoras das creches conveniadas do bairro Bela Vista do município de São Paulo [Internet]. 1995 ;Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6135/tde-17092014-145307/pt-br.php


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