Obtenção de curvas de polarização verdadeiras para medida de velocidade de corrosão (1980)
- Autor:
- Autor USP: WOLYNEC, STEPHAN - EP
- Unidade: EP
- Sigla do Departamento: PMT
- Subjects: CORROSÃO; ELETROQUÍMICA; AÇO CARBONO; POLARIZAÇÃO
- Language: Português
- Abstract: A determinação da velocidade de corrosão de aço de baixo carbono em soluções estagnadas de cloreto de sódio foi tentada através do método de polarização linear, porém nenhum dos dados de polarização obtidos pelas técnicas convencionais (potenciostáticas ou potenciodinâmicas) conduziu a resultados satisfatórios. Foi mostrado que o valor da velocidade de corrosão calculada é afetado pelo sentido em que é feita a polarização pela velocidade de varrimento para as curvas determinadas potenciodinamicamente, e pelo intervalo de tempo entre degraus consecutivos para as curvas determinadas pela técnica potenciostática. A partir dos dados derivados de investigações cronoamperométricas foi deduzido um novo método para a obtenção das curvas de polarização. Este método é semelhante ao potenciostático, com duas diferenças: (i) o potencial de polarização é desligado por alguns minutos entre dois degraus consecutivos a fim de permitir ao sistema sofrendo corrosão que recupere, pelo menos parcialmente, as condições observadas inicialmente; (ii) a corrente é determinada a partir da extrapolação dos dados das curvas de decaimento de corrente para tempo infinito. Foi observado que nessas curvas a corrente mantém uma relação exponencial com o inverso da raiz quadrada do tempo. Os dados gerados por esse método estão em bom acordo com as medidas de perda de peso e do potencial de corrosão, não apenas em termos de velocidade de corrosão, mas também, em termos de declives de Tafel. As medidas de perda de peso e de potencial de corrosão produziram dados interessantes sobre a corrosão do aço em soluções estagnadas de cloreto de sódio e água destilada. Foi observado que a velocidade de corrosão de uma amostra é altamente dependente de sua posição dentro do béquer, tendo sido medidas diferenças de 70-100% entre amostras imersas no mesmo béquer. A velocidade de corrosão é também afetada pelascondições existentes na atmosfera sobre a interface líquido/atmosfera. Após um estágio inicial de cerca de 50-100 horas, a velocidade de corrosão de uma amostra individual é bastante constante e característica de sua localização. O potencial de corrosão dentro da solução 4% NaC1 mantém uma relação logarítmica com a densidade de velocidade de corrosão (velocidade de corrosão por unidade de área anodicamente ativa); um declive de Tafel anódico de 59 mV/ década e uma densidade de corrente de troca de 3,6 X 10-6 A/cm2 foi derivado a partir dessa relação para a dissolução anódica do ferro. Dentro da água destilada a variação da sua resistividade não afeta em nada a velocidade de corrosão.
- Imprenta:
- Data da defesa: 22.05.1980
-
ABNT
WOLYNEC, Stephan. Obtenção de curvas de polarização verdadeiras para medida de velocidade de corrosão. 1980. Tese (Livre Docência) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 1980. Disponível em: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/livredocencia/3/tde-02082017-084559/. Acesso em: 13 mar. 2026. -
APA
Wolynec, S. (1980). Obtenção de curvas de polarização verdadeiras para medida de velocidade de corrosão (Tese (Livre Docência). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://teses.usp.br/teses/disponiveis/livredocencia/3/tde-02082017-084559/ -
NLM
Wolynec S. Obtenção de curvas de polarização verdadeiras para medida de velocidade de corrosão [Internet]. 1980 ;[citado 2026 mar. 13 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/livredocencia/3/tde-02082017-084559/ -
Vancouver
Wolynec S. Obtenção de curvas de polarização verdadeiras para medida de velocidade de corrosão [Internet]. 1980 ;[citado 2026 mar. 13 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/livredocencia/3/tde-02082017-084559/ - Evolução das técnicas de proteção anticorrosiva nos últimos 40 anos e sua importância para o desenvolvimento tecnológico do país
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