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O papel da erosão geoquímica na evolução do modelo da Bacia de Taubaté - SP (1993)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: FILIZOLA, HELOISA FERREIRA - FFLCH
  • Unidades: FFLCH
  • Sigla do Departamento: FLG
  • Subjects: GEOGRAFIA FÍSICA; EROSÃO; GEOQUÍMICA
  • Language: Português
  • Abstract: Os latossolos vermelhos e amarelos que recobrem os sedimentos da bacia de Taubaté são geralmente considerados como tendo evoluído a partir de materiais resultantes de processos de coluvionamento que se teriam produzido durante o Quaternário. O estudo detalhado da cobertura móvel das colinas baixas e de suas relações com o substrato, entre as cidades de São José dos Campos e Taubaté, nos levou a reconsiderar esta hipótese aloctonista e a insistir sobre o papel importante da geoquímica nos processos atuais comandando a evoluç~]ao do modelado desta região. A análise de uma sequência de cortes de estradas e sua extrapolação regional por fotoimterpretação nos levaram à constatação de uma relação estreita entre a morfologia da cobertura pedológica, logo sua dinâmica, e a declividade assimo com o comprimento das vertentes. Nas vertentes longas e pouco inclinadas os solos são espessos (8 a 10 m), com horizontes concordantes com a topografia. Essas vertentes terminam em eixos de drenagem de primeira ordem, com pequena ou nenhuma incisão. Nas vertentes curtas e com maior declividade os solos vão se adelgaçando em direção à parte infeiror da vertente, atingindo espessuras inferiores a 2 m. Essas vertentes terminam em eixos de drenagem de ordem superior, com o canal bem marcado. A passagem da cobertura espessa à cobertura fina se faz por discordância de horizontes que afeta sobretudo os horizontes produndos. Foi levantada a hipótese que a evolução interna da cobertura pedológica das vertentes é comandada pelo afundamento dos eixos de drenagem adjacentes, que determinam o nível de base da vertente. Todavia não foi possível, estudando esses interflúvios, distinguir a parte da erosão mecânica e do coluvionamento daquela da geoquímica na evolução das vertentes. Orientamos então nosso trabalho para o estudo das depressões fechadas, muito numerosas na região, proque elas constituem armadilhas para os materiaistransportados mecanicamente. A descoberta, nessas depressões, de turfas antigas, bem localizadas no tempo (12.500 - 17.000 anos BP), e que "sobem" no intejrior da vertente, nos forneceu uma referência estratifráfica e cronológica na evolução da bacia dessas depressões. Pudemos assim avaliar aproximativamente a velocidade de afundamento de uma depressão que é da ordem de 0,2 mm por ano, assim como a improtância do coluvionamento depois da deposição da turfa, que varia, nos casos estudados, de 1,5 a 1.7 de espessura na parte inferior da vertente. O estudo detalhado de uma dessa depressões (D1), mostra igualmente que o lemçol suspenso, instalado no seu centr, transborda, por circulação interna, através do colo mais baixo, alimentando o inferofluxo de um pequeno vale de fundo côncavo. Parece então provável que é a depressão que cria, por erosão geoquímica, o eixo de drenagem que a drenará mais tarde, o que teria sido o caso de numerosos vales da mesma região, cujas cabeças tem a forma de anfiteatro. Uma cartografia das depressões e das cabeças de vales em afiteatro mostra que aquelas são, de maneira muito clara, alinhadas segundo direções constantes. Parece difícil explicar esses alinhamentos sem a interferência de falhas. O estudo de um corte da rodovia Carvalho Pinto, atravessado por uma falha, mostra que as brechas tectônicas favorecem consideravelmente a infiltração produnga da água. Parece então provável que as depressões fechadas instalam-se na vertical de cruzamentos de falhas. Quanto aos vales de fundo côncavo, forma que domina na região, neles existem as mesmas turfas, os mesmos coluviões, a mesma organização da cobertura pedológica e, portanto, a mesma dinâmica. Isto dá sustentação à hipótese que a erosão química tem um papel predominante no aumento dos declives das vertentes convexo-côncavas desta região, enquanto que o coluvionamento tende, ao contrário, a diminuir estes declives, mas semconseguir, compensar o "entalhe" geoquímico.
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 10.12.1993

  • How to cite
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    • ABNT

      FILIZOLA, Heloisa Ferreira; COLTRINARI, Lylian Zulma Doris. O papel da erosão geoquímica na evolução do modelo da Bacia de Taubaté - SP. 1993.Universidade de São Paulo, São Paulo, 1993.
    • APA

      Filizola, H. F., & Coltrinari, L. Z. D. (1993). O papel da erosão geoquímica na evolução do modelo da Bacia de Taubaté - SP. Universidade de São Paulo, São Paulo.
    • NLM

      Filizola HF, Coltrinari LZD. O papel da erosão geoquímica na evolução do modelo da Bacia de Taubaté - SP. 1993 ;
    • Vancouver

      Filizola HF, Coltrinari LZD. O papel da erosão geoquímica na evolução do modelo da Bacia de Taubaté - SP. 1993 ;

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