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Variabilidade de resposta e processo adaptativo em aprendizagem motora (1989)

  • Autor:
  • Autor USP: TANI, GO - EEFE
  • Unidade: EEFE
  • Sigla do Departamento: EFG
  • Assunto: APRENDIZAGEM MOTORA
  • Language: Português
  • Abstract: O presente estudo teve como objetivo investigar o efeito da variabilidade de resposta no processo adaptativo em aprendizagem motora. Considerando que o ser humano é um sistema aberto, dois processos necessitam ser abordados conjuntamente na aprendziagem motora: estabillização funcional e adaptação estrutural. O primeiro é aquele em que se busca a padronização do movimento, onde o elemento fundamental é o "feedback" negativo. O segundo é aquele em que se busca adaptação às novas situações ou tarefas motoras através da aplicação das habilidades já adquiridas. Neste processo são exigidas modificações na estrutura destas habilidades para uma posterior reorganização e, portanto, essas estruturas devem ter características flexíveis e não rígidas. É importante ressaltar que as habilidades motoras apresentam um aspecto invariável e fixo, que define o padrão característico da ação motora, e um aspecto variável e flexível que permite o ajuste dos movimentos às diferentes demandas ambientais. A ênfase ao aspecto invariável da habilidade pode levar à formação de padrões de movimento rígidos e de difícil adaptação. Neste sentido foi formulada a seguinte hipótese: para que estruturas flexíveis na organização do movimento sejam adquiridas é preciso que durante a fasede estabilização funcional, seja permitido ao executante variabilidade nas respostas. Para proceder-se a verificação experimental da hipótese formulada, foram realizados dois experimentos utilizando como tarefa de aprendizagem a aquisição de coordenação bi-manual. Participaram do primeiro experimento, trinta e duas estudantes universitárias do sexo feminino, com idade média de 22 anos e dois meses, inexperientes com experimentos de aprendizagem motora. Elas foram aleatoriamente divididas em dois grupos (G.C e G.E.), tendo executado 25 tentativas na fase de estabilização e 20 na fase de adaptação. (Continua)(Continuação) Duas condições de prática foram estabelecidas com base na variabilidade de respostas e cada grupo foi conduzido para uma destas condições, ou seja, prática de resposta variada (G.E.) e prática de resposta constante (G.C.). As medidas utilizadas foram o tempo de execução das tentativas e o número de erros. A aplicação da análise de variância e teste t (p < 0,05) para comparação dos resultados obtidos pelos dois grupos indicou que: 1) não houve diferença signficativa no intra e entre os comportamentos dos dois grupos quanto ao número de erros; 2) houve diferença significativa no comportamento intra-grupo, mas não houve entre os grupos em relação ao tempo de execução das tentativas. Do segundo experimento participaram 28 escolares do sexo masculino, com idade média de 11 anos e sete meses, inexperientes com experimentos de aprendizagem motora. Dois grupos (G.C e G.E) foram estabelecidos através da distribuição aleatória dos sujeitos, tendo sido executadas 20 tentativas na fase de estabilização e 10 na fase de adaptação. Duas condições de prática foram estabelecidas com base na variabilidade de respostas e cada grupo foi conduzido para uma destas condições, ou seja, prática de resposta constante (G.C). As medidas utilizadas foram o número de erros direcionais e o tempo de execução das tentativas. A aplicação da análise de variância e teste t (p < 0,05) para a comparação dos resultados obtidos pelos dois grupos indicou que: 1) com relação ao erro houve diferença significativa no comportamento inter-grupos. Houve também diferença significativa entre os comportamentos dos grupos na fase inicial do processo de estabilização; 2) os mesmos resultados foram observados com relação ao erro direcional; (Continua)(Continuação) 3) houve diferença significativa em relação ao tempo de execução das tentativas no comportamento intra-grupo e entre os comportamentos dos dois grupos na fase final do processo de estabilização, quando o G.C. mostrou performance superior ao G.E. Os resultados destes dois experimentos, dentro dos seus limites, foram interpretados como algumas evidências que apoiam a hipótese formulada. A direção do foco de atenção apenas para a estabilização funcional que resulta numa ênfase à repetição de um único padrão de movimento pode acarretar numa diminuição da variabilidade de respostas e contribuir para formação de padrões motores rígidos. esta perda de flexibilidade no padrão motor poderá causar dificuldades para o aprendiz, tendo em vista que ele caminha no sentido de alcançar novos objetivos e enfrentar novas situações, ou seja, no processo adaptativo presente no desenvolvimento hierárquico de habilidades motoras. Entretanto é preciso ressaltar que um maior número de estudos é necessário para obter-se evidências conclusivas para estas proposições
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 11.09.1989

  • How to cite
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    • ABNT

      TANI, Go. Variabilidade de resposta e processo adaptativo em aprendizagem motora. 1989.Universidade de São Paulo, São Paulo, 1989.
    • APA

      Tani, G. (1989). Variabilidade de resposta e processo adaptativo em aprendizagem motora. Universidade de São Paulo, São Paulo.
    • NLM

      Tani G. Variabilidade de resposta e processo adaptativo em aprendizagem motora. 1989 ;
    • Vancouver

      Tani G. Variabilidade de resposta e processo adaptativo em aprendizagem motora. 1989 ;


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