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Caracterização mineralógica e tecnológica da jazida de fosfato do maciço alcalino de Anitápolis, SC (1988)

  • Authors:
  • Autor USP: KAHN, HENRIQUE - IGC
  • Unidade: IGC
  • Sigla do Departamento: GMP
  • Subjects: MINERALOGIA; FOSFATOS
  • Language: Português
  • Abstract: O presente trabalho refere-se a estudos de caracterização mineralógica e tecnológica realizados no maciço alcalino de Anitápolis, SC. O maciço é um corpo subcircular, situado em região dominada por granitóides precambrianos, na borda da bacia do Paraná. Ocupa uma área de 6 'kmIND.2' e é coberto por depósitos de talus. Dados subsuperficiais indicam uma distribuição concêntrica das várias rochas alcalinas, agrupadas em "séries", com as dos sienitos e nefelina sienitos na periferia, e a dos ijolitos e das ultramáficas ocorrendo no interior do maciço; o conjunto é cortado por veios de carbonatito sovítico, concentrados principalmente na porção central. O manto de alteração ao redor de 30 m de espessura, com variações locais é subdividido em três níveis. O superior (até 'mais ou menos' 20 m) é o depósito de talus, constituído por matacões e blocos, em matriz siltico-argilosa; como minerais, predominam feldspatos, goethita, vermiculita e/ou esmectitas e caolinita, com algum quartzo (proveniente de rochas encaixantes), fosfatos secundários e magnetita; em um nível inferior ("horizonte A"), aparece também apatita residual, anfibolito e piroxênio. Sotoposto encontra-se o "horizonte B" de rocha decomposta (espessura média de 10 m), constituído por fedspatos, vermiculita, "limonita", vários argilominerais, apatita, piroxênio e anfibólio. O seguinte, "horizonte C", é de rocha semidecomposta e está colocado acima da rocha fresca; é o de menor expressão, e a sua mineralogia é a darocha subjacente (ocorrendo biotota/flogopita parcialmente alterada e calcita remanescente). A distribuição destes níveis é mostrada em mapas de isópacas. Como atividade inicial, foi definida a distribuição dos principais minerais presentes (apatita, feldspatos, vermiculita, biotita/flogopita, calcita, piroxênio, anfibólio e analcima), tanto no manto de intemperismo (minério residual) como na rocha fresca (minério de rocha). ) Os resultados aparecem lançados em mapas de isoteores de proporções de minerais (em peso, determinadas por difratometria semiquantitativa). Com base na distribuição de minerais interferentes no processo (vermiculita e piroxênio), foi definida uma tipologia preliminar do minério residual, caracterizada por oito tipos distintos; destes, apenas três perfazem 85% da jazida residual. Para o minério de rocha, definiram-se três tipos (ultramáfico, ijolítico e sienítico), coincidentes com as séries petrográficas citadas. Na etapa seguinte, foram abertas cinco galerias (total de 210,5 m) e constituídas 16 amostras compostas de minério residual, utilizadas para os estudos de caracterização tecnológica. As composições dessas amostras foram determinadas e comparadas com as previstas a partir dos estudos iniciais. As 16 amostras foram moídas e classificadas, e as frações obtidas analisadas química e mineralogicamente, de modo a determinar a composição mineralógica, o grau de liberação e a intensidade de recobrimento superficial da apatita, e asperdas de fósforo apatítico nas lamas. Estabeleceram-se também equações de correlação, para estimar as proporções de minerais a partir de parâmetros químicos. Uma das galerias, situada em área de ocorrência de carbonatito beforsítico, foi estudada em maior detalhe (8 amostras); sua mineralogia anômala é caracterizada pela presença de: dolomita, ankerita, vermiculita/esmectita, baritocalcita, alstonita, sílica amorfa, witherita, magnetita e outros raros minerais acessórios. A partir destes estudos, compuseram-se amostras para ensaios tecnológicos em usina piloto; os resultados então obtidos permitiram consolidar um modelo de tipologia de minério, para fins de beneficiamento e lavra, com o estabelecimento de cinco tipos de minério residual (A, B1, B2, C1 e C2), relacionados aos três níveis do perfil de alteração e às composições das rochas subjacentes. Estudos de ) caracterização tecnológica foram também realizados em duas amostras compostas de minério de rocha (tipos ultramáfico e ijolítico); o tipo sienítico não foi estudado, em razão das similaridades do mesmo com o minério residual tipo A, o qual apresentou ótimo desempenho na etapa de beneficiamento. Ensaios de beneficiamento em bancada indicaram comportamentos similares para as amostras estudadas; a principal interferência no processo está relacionada ao conteúdo de veios de carbonatitos presentes e não a litologia dominante
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 01.09.1988
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    • ABNT

      KAHN, Henrique; ULBRICH, H. Caracterização mineralógica e tecnológica da jazida de fosfato do maciço alcalino de Anitápolis, SC. 1988.Universidade de São Paulo, São Paulo, 1988. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/44/44135/tde-11092015-110420/pt-br.php >.
    • APA

      Kahn, H., & Ulbrich, H. (1988). Caracterização mineralógica e tecnológica da jazida de fosfato do maciço alcalino de Anitápolis, SC. Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/44/44135/tde-11092015-110420/pt-br.php
    • NLM

      Kahn H, Ulbrich H. Caracterização mineralógica e tecnológica da jazida de fosfato do maciço alcalino de Anitápolis, SC [Internet]. 1988 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/44/44135/tde-11092015-110420/pt-br.php
    • Vancouver

      Kahn H, Ulbrich H. Caracterização mineralógica e tecnológica da jazida de fosfato do maciço alcalino de Anitápolis, SC [Internet]. 1988 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/44/44135/tde-11092015-110420/pt-br.php


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