Nódulos tireoideanos: correlação dos achados clínicos, cintilográficos, ultrassonográficos, termográficos, de citologia aspirativa e de histopatologia (1985)
- Authors:
- Autor USP: ALVES, MARIA LUCIA DARBO - FMRP
- Unidade: FMRP
- Sigla do Departamento: RCM
- DOI: 10.11606/D.17.1985.tde-04092025-152223
- Subjects: HIPOTIREOIDISMO; SISTEMA ENDÓCRINO; CARCINOMA
- Agências de fomento:
- Language: Português
- Abstract: Foram submetidos ao estudo 110 pacientes de ambos os sexos, com idades variando de 2 a 77 anos, portadores clínicos de nódulo tireoideano, sem evidências clínico-laboratoriais de Hipotireoidismo. Esses pacientes submeteram-se a um protocolo de investigação baseado na anamnese, exame físico e exames laboratoriais inespecíficos para a tireóide. Em uma segunda parte foram realizados testes especializados e análises desses nódulos: cintilografia com 131I ultrassonografia, termografia e citologia aspirativa. Finalmente todos foram encaminhados à excisão cirúrgica das lesões (ver anexo). Comparamos cada um dos resultados com o encontrado à histopatologia e calculamos a sensibilidade e especificidade. A sensibilidade dos achados clínicos e de exame físico (fatores de risco) foi baixa (menor que 50%), mas a especificidade muito boa (maior que 90%), sugerindo que embora não estejam sempre presentes, quando ocorrem a chance de malignidade aumenta muito. Os exames laboratoriais não especializados mostraram-se úteis na identificação do grau de atividade glandular (normo, hiper ou hipotireoidismo) e de outras patologias, endócrinas ou não, concomitantes inclusive de metástases neoplásicas presentes. Os testes mais refinados de investigação do nódulo tireoideano, propriamente dito, mostraram-se muito sensíveis mas menos específicos para malignidade, exceções feitas à "máxima diferença de isotermas" e à citologia aspirativa com agulha fina, que se aproximaram dos valores ideais (100%). A incidência de neoplasia maligna em nossa população de estudo foi 11% (primária = 8% e metastática = 3%). O ideal seria podermos contar sempre com a possibilidade de utilizarmos o protocolo proposto inicialmente, para cada uma das lesões investigadas, e assim conseguiríamos reduzir com segurança o procedimento cirúrgico ao mínimo, mantendo a investigação cem sensibilidade de 100%(termografia) e especificidade de 97% (citologia aspirativa). No entanto, levando-se em conta que os custos de qualquer procedimento médico auxiliar são limitantes em um país em desenvolvimento, como o nosso, sem perdermos sensibilidade e especificidade, podemos realizar discriminação bastante satisfatória entre os portadores de nódulos tireoideanos, utilizando um protocolo ligeiramente simplificado como o que se segue: 1) Investigação inicial através da observação clínica e exame físico procurando-se identificar os fatores de risco sugestivos de malignidade. 2) Cintilografia Tireoideana - em todos os pacientes (excetuando-se mulheres grávidas e crianças) separando-os em 2 grupos: os portadores de lesões "quentes" (raramente malignas e que podem permanecer em tratamento clínico supressivo, observação ou ter indicação cirúrgica) e os com lesões "frias" e "mornas" que deverão permanecer em investigação. 3) Biópsia Aspirativa - desse último grupo de nódulos detectados à cintilografia, incluindo-se aqui também as grávidas e as crianças. Em caso de aspirado positivo para malignidade o tratamento cirúrgico se impõem. Os benignos podem permanecer em observação ou serem submetidos a tratamento supressivo com hormônio tireoideano sintético. Os casos não solucionados pela reaspiração devem persistir em investigação. 4) Termografia Tireoideana - para esse último grupo de lesões separando-se as "frias" (sugestivas de benignidade) que podem permanecer em observação clínica ou terapêutica supressiva, das "quentes" (suspeitas de malignidade) com indicação cirúrgica. Esse procedimento, apesar de muito sensível, é mais dispendioso, devendo ser reservado como opção posterior à citologia aspirativa. 5) Nos "cistos" - devemos analisar o centrifugado obtido e pesquisar associação com parte "sólida", a qual deve ser puncionada e analisada emseparado. Mantendo essa ordem de investigação nós reduzimos os custos do programa de "screening", evitamos manter em terapêutica supressiva ou observação clínica possíveis portadores de nódulos malignos e não mais indicamos tratamento cirúrgico para todos os portadores de nódulos "frios"
- Imprenta:
- Publisher place: Ribeirão Preto
- Date published: 1985
- Data da defesa: 19.10.1985
- Este periódico é de acesso aberto
- Este artigo é de acesso aberto
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- Cor do Acesso Aberto: gold
- Licença: cc-by-nc-sa
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ABNT
ALVES, Maria Lúcia D'arbo. Nódulos tireoideanos: correlação dos achados clínicos, cintilográficos, ultrassonográficos, termográficos, de citologia aspirativa e de histopatologia. 1985. Dissertação (Mestrado) – Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 1985. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17138/tde-04092025-152223/. Acesso em: 12 dez. 2025. -
APA
Alves, M. L. D. 'arbo. (1985). Nódulos tireoideanos: correlação dos achados clínicos, cintilográficos, ultrassonográficos, termográficos, de citologia aspirativa e de histopatologia (Dissertação (Mestrado). Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto. Recuperado de https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17138/tde-04092025-152223/ -
NLM
Alves MLD'arbo. Nódulos tireoideanos: correlação dos achados clínicos, cintilográficos, ultrassonográficos, termográficos, de citologia aspirativa e de histopatologia [Internet]. 1985 ;[citado 2025 dez. 12 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17138/tde-04092025-152223/ -
Vancouver
Alves MLD'arbo. Nódulos tireoideanos: correlação dos achados clínicos, cintilográficos, ultrassonográficos, termográficos, de citologia aspirativa e de histopatologia [Internet]. 1985 ;[citado 2025 dez. 12 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17138/tde-04092025-152223/
Informações sobre o DOI: 10.11606/D.17.1985.tde-04092025-152223 (Fonte: oaDOI API)
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