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Contribuição ao estudo da jazida diamantífera de Romaria, MG (1969)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: ISOTTA, CARLOS AUGUSTO LUCIANO - IGC
  • Unidades: IGC
  • Subjects: DEPÓSITOS MINERAIS; DIAMANTE
  • Language: Português
  • Abstract: 1. Este trabalho consta de duas partes: a primeira trata do histórico, importância, tipos de jazimentos e gênese dos diamantes. Na segunda é feito um estudo geológico, litológico, mineralógico e econômico da jazida de diamantes de Romaria (antiga Água Suja), localizada na Fazenda Marrecos, município de Romaria, Estado de Minas Gerais. 2. Conhecida desde 1888, a jazida é mencionada em trabalhos de G. Campos, Hussak, Draper ee outros autores. Minerada durante algumass décadas por grandes companhias, passou em seguida por uma fase de abandono, voltando atualmente a ser alvo de atenções de nova companhia. A jazida é classificada como "secundária elevada". Os diamantes são encontrados em sedimentos fluviais de idade provavelmente neo-cretácica ou talvez enozoica. Tais sedimentos assentam-se discordantemente sobre o arenito Botucatu e em alguns lugares, diretamente sobre o embasamento cristalino. A seqüência diamantífera é constituída de três camadas, cujs nomes locais são: conglomerado Tauá, que é um conglomerado polimíctico basal, mal selecionado; Secundina, arenito grosseiro com intercalações conglomeráticas e argilosas; Gorgulho, nome dado ao solo rico em canga que recobre toda a área. O Tauá, a camada mais rica em diamantes, foi estudado com maiores pormenores. Distinguem-se dois tipos desse conglomerado: o Tauá tipo e o Tauá atípico. 3. O diamante da jazida de Romaria apresenta hábito cristalino predominantemente rombododecaédrico. Alguns exemplares, quandosubmetidos à luz ultra-violeta, mostraram fluorescência azul-violácea. Alguns mostraram anisotropia anômala. Os cristais octaédricos normalmente apresentam trígonos dee corrosão nas faces de octaedro, enquanto os cúbicos, extremamente corroídos e sempre translúcidos, mostram nas faces de cubo pirâmides reentrantes de base quadrada. Alguns apresentam inclusões de grafita; em um cristal examinado, constatou-se a presença de inclusões de olivina e cromita. Os ) diamantes da jazida não apresentam arestas arredondadas e sinais de impacto. 4. A reserva mínima provada da jazida é de 2.000.000 'm POT.3' de Tauá. A capa a ser removida (Secundina e Gorgulho) tem espessura média de 11 m. O teor médio obtido foi de 16 pontos/'m POT.3'. 5. O diamante do Tauá parece ter sofrido pouco ou nenhum transporte, sugerindo fonte primária nas proximidades. A presença de inclusões de olivina e cromita indica uma associação primária de diamante com rochas ultrabásicas. 6. Recomendações sobre a lavra do diamante são feitas no final deste trabalho
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 00.00.1969
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    • ABNT

      ISOTTA, Carlos Augusto Luciano; LEINZ, Viktor. Contribuição ao estudo da jazida diamantífera de Romaria, MG. 1969.Universidade de São Paulo, São Paulo, 1969. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/44/44997/tde-06072016-162200/pt-br.php >.
    • APA

      Isotta, C. A. L., & Leinz, V. (1969). Contribuição ao estudo da jazida diamantífera de Romaria, MG. Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/44/44997/tde-06072016-162200/pt-br.php
    • NLM

      Isotta CAL, Leinz V. Contribuição ao estudo da jazida diamantífera de Romaria, MG [Internet]. 1969 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/44/44997/tde-06072016-162200/pt-br.php
    • Vancouver

      Isotta CAL, Leinz V. Contribuição ao estudo da jazida diamantífera de Romaria, MG [Internet]. 1969 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/44/44997/tde-06072016-162200/pt-br.php